o tempo passa
e eu fico sem sentir
a vida arrasta
na espera de atingir
todo o mistério
perceber amor de perto
com sorriso sem remédio
valioso, mesmo discreto
e a emoção da companhia
que impele a agradecer
não importa a parte do dia
e me ajuda ser
mais eu, com você.
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sábado, 8 de novembro de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
A mente nova, novamente
e do mundo
sob essas lentes
que mostram muito
e às vezes nem sente
o quanto é profundo
aquilo que pressente
achando confuso
tanto que, talvez, atormente
enganando mudo
a eloquência que entende.
E essa mente invade
sem obrigação social
traz cedo ou tarde
pensamento genial
e sorriso com verdade
pela grande ligação mental
que expôs com toda vontade
e assim tornou-se mais que "aquela tal".
à uma querida nova mente que tenho descoberto,
mente de visão forte, pensamento gigante,
de um fantástico mundo, o mundo de uma Bob.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Do jardim..
trago flores, fores sim
das mais lindas
contidas no jardim
pra dizer "bem-vinda"
vida a diante de mim.
vida esta que se enfeita
e se mostra viva em mim
porque há vida, mais que fora
é o que faz viver assim..
grata pelas flores e espinhos também
pelas folhas e frutos;
e bichinhos que eles têm
pois nada é passivo
não sai do controle ativo
do Jardineiro que a tudo mantém.
das mais lindas
contidas no jardim
pra dizer "bem-vinda"
vida a diante de mim.
vida esta que se enfeita
e se mostra viva em mim
porque há vida, mais que fora
é o que faz viver assim..
grata pelas flores e espinhos também
pelas folhas e frutos;
e bichinhos que eles têm
pois nada é passivo
não sai do controle ativo
do Jardineiro que a tudo mantém.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Assisti esse filme e lembrei, com essa fala, de uma conversa com uma amiga a respeito de amor, amizade etc, etc, etc.. isso resume..
Suddenly, I knew what I had to do. Love isn't about ridiculous little words. Love is about grand gestures. Love is about airplanes pulling banners over stadiums, proposals on jumbo-trons, giant words in sky writing. Love is about going that extra mile even if it hurts, letting it all hang out there. Love is about finding courage inside of you that you didn't even know was there.
(Gabe, In: little manhattan, 2005)
Suddenly, I knew what I had to do. Love isn't about ridiculous little words. Love is about grand gestures. Love is about airplanes pulling banners over stadiums, proposals on jumbo-trons, giant words in sky writing. Love is about going that extra mile even if it hurts, letting it all hang out there. Love is about finding courage inside of you that you didn't even know was there.
(Gabe, In: little manhattan, 2005)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Porque Deus tem um plano. [Agradecer!]
texto lido no meu culto de gratidão dia 06.02.11.
Quatro anos se passaram. Inesperados aconteceram. Esperados se perderam. Sonhos se modificaram. Planos foram refeitos.
Anos intensos. De lutas, vitórias, derrotas, conquistas.. Vi meus pés fraquejarem, as forças acabarem e num piscar de olhos se renovarem. Pessoas entraram e permanecem, outras saíram sem deixar vestígio, algumas levaram um pedaço de mim e deixaram um pedaço de si. Muitas, mais do que eu pedi ou pensei, estão aqui.
É, Deus tinha um plano.
Comecei o curso sem querer fazê-lo, apesar de toda minha paixão por História e pelo ensino, eu sentia que ali não era meu lugar. Mas Deus, por razões Eternas e que eu desconhecia, me queria lá, na Universidade Federal de Pernambuco. De início: deslocada. As pessoas nos estilos mais estranhos já vistos se uniam em um só lugar, num só período, numa só sala. Eu não teria amigos ali, pensava.
Primeira semana: “Aqui não é lugar para coisas absolutas, como na religião. Esqueçam os dogmas, permitiremos que vocês sejam vocês mesmos. A ciência permite isso, a liberdade.”
Hã? É! Português instrumental. Filosofia. Sociologia. Economia. Estudos Históricos I. Tudo começou assim. Tentando “me libertar”. Liberdade? O que é liberdade? Eu tenho alguns conceitos sobre liberdade..
E Deus, Ele tinha um plano?
O tempo se passou. Terceiro período chegou, e as coisas começaram a melhorar. A História “de verdade” começou a ser estudada e a paixão por aquilo me fazia sorrir. É, confesso que algumas coisas mudaram! Comecei a realmente gostar do curso, do lugar, e até das pessoas. Fiz até amigos! E fui ficando. E os anos se passando. Mestrado, doutorado, pós-doutorado começaram a entrar nos meus planos. Eu queria mudar os planos.
Mas Deus tinha o Seu plano.
Terceiro ano de curso. Quinto período. ABU. Reviravolta. Pessoas altamente especiais me alertaram silenciosamente lembrar do início. CERTEZA, que foram mandadas por Deus. Uma cristã- historiadora –missionária? Isso poderia? Que sentido haveria? Tudo, como sempre, começava e terminava em Deus.
Porque Ele?! É! Ele tinha um plano.
Francês. Palácio do Governo. Pessoas. Dificuldades das mais diversas. Ensinamentos intensos. Desafios eternos.
Deus cuidava de cada detalhe. Pois Ele tinha um plano.
Ultimo ano de curso. Tudo que eu queria era tempo. Queria desfrutar dos meus amigos antigos e de alguns novos. Tempo redescobrir amizades antigas, que pareciam acabadas, mas que por Graça permanecem como sempre. Queria descobrir mais a respeito daqueles novos que me intrigavam. Queria também saber o que faria quando a graduação terminasse. O “e agora?” vinha a todo momento na minha cabeça. Pra TALVEZ desespero do meu pai, eu não viveria bem sendo professora. Mas quem disse que o seria?
Deus tinha um plano.
Estágio curricular? Sala de aula. Ao estar lá, vi o sonho de infância se realizando. Eu sorria. Mas Deus? Deus queria mais que realizar meus sonhos, Ele me queria como instrumento. E, por isso, colocou pequenos preciosos, sofridos e duros na queda pra eu amar, chegar a me apegar e falar de um amor maior que qualquer outro.
Porque, como vocês sabem, Ele tinha um plano.
E tudo isso (e algumas coisas mais) foi o início. Início do fortalecimento e direcionamento de um chamado ocorrido em uma noite de dezembro, quando Ele me mostrou Seus planos e me convidou carinhosamente a, de uma vez por todas, submeter os meus aos Dele. E eu teria 4 anos pra ser diferente, num lugar que forma iguais. Sim. Iguais nos seus relativismos, hedonismos e PSEUDO-intelectualismos. Conviver com pessoas que pensam completamente diferente de mim. Aceitá-las e amá-las como Cristo as ama. E, por fim, constatar que nem a História consegue provar que meu Salvador não existe.
Hoje, sou Historiadora. Com TODO orgulho: Professora de História
Daqui pra frente os planos são outros. Não os meus, pois esses eu já abri mão há tempos.
Porque Deus TEM SEU plano e Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2)
E o chamado que havia ficado claro anos atrás; começara a tomar novas formas. Formas que eu não esperava. Mas que Deus? É! Deus tinha TUDO planejado.
TUDO sob controle.
Por isso eu agradeço. Pelos Seus grandiosos e eternos planos.
“Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.” Deuteronômio 8.2-3
Louvo a Deus por esses quatro anos. E me submeto ao que virá.
Honra e glória ao único digno!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Primavera.
Porque, de acordo com o calendário ocidental,
hoje chegou a primavera,
minha estação predileta!
Gosto das flores, cores e sabores que chegam com ela.
da intensidade da vida que se mostra em cada um dos seus tons;
das roupas novas que a natureza se veste,
e de como ela se renova, mais viva e linda, após uma chuva e ao amanhecer.
Gosto porque tudo parece novo a cada dia dessa estação;
as coisas nascem sem motivo e com completa razão de ser,
inclusive o sorriso, a festa, a euforia que se instala em mim
quando, com silenciosa eloquência, contemplo as maravilhas da Criação.
Matizadas, as imagens ocupam a mente
e enchem o coração de gratidão por cada detalhe perfeito,
delicadamente pintado com Suas mãos...
pela vida que nela se revela, gosto dessa tal primavera.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Pequenas coisas.
Sempre que se viam presenteavam-se com abraços apertados.
Alguns haviam sido inesperados, mas muito bem quistos;
outros aguardados ansiosamente,
e vistos como um presente Divinal.
Sempre vinham acompanhados de um belo sorriso
e um olhar acalentador.
As conversas aconteciam nas entrelinhas
dos gestos tagarelas
pois a fala, por hora, era dispensável..
A descoberta, silenciosa,
acarinhava em cada segundo.
acarinhava em cada segundo.
Quando as palavras eram pronunciadas
as observações eram confirmadas
e mais sorrisos se abriam..
(...)
Em cada gesto, uma certeza:
trata-se de uma dádiva!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O mistério do livro.
Achei um livro recentemente. provavelmente um presente do Autor. Tenho alguns dele, todos recebidos do próprio e sei que é de praxe ser livros em constante reformulação, Ele fica acrescentando novos trechos, fazendo o leitor viver uma aventura completamente diferente da outra e aprender sempre algo novo, mesmo lendo uma parte pequena.
Desde a capa o livro me chamou atenção. Mas demorei pra abri-lo.
A sinopse me dizia algumas coisas, mas não muito (ou quase nada, na verdade). Esse Autor não gosta de descrever muito nas sinopses. Pra ele, suas criações devem ser contempladas em essência e não de modo breve e sintético. E se alguma das suas inúmeras obras encantasse alguém, deveria esse tal debruçar-se sobre o livro e dedicar-se à leitura da melhor maneira possível.
Não criei coragem para abri-lo de cara. Não tinha tempo pra novos livros no momento. Preferi não me envolver com novas histórias. Mas a verdade é que quis lê-lo desde a primeira vez que me deparei com ele, quando fomos apresentados. Tinha ouvido da existência desse livro, mas não muito e minha curiosidade não foi despertada. Contudo, desde o primeiro dia que o vi a beleza de sua capa, seu tamanho e principalmente sua leveza me chamaram atenção de modo inigualável.
Não criei coragem para abri-lo de cara. Não tinha tempo pra novos livros no momento. Preferi não me envolver com novas histórias. Mas a verdade é que quis lê-lo desde a primeira vez que me deparei com ele, quando fomos apresentados. Tinha ouvido da existência desse livro, mas não muito e minha curiosidade não foi despertada. Contudo, desde o primeiro dia que o vi a beleza de sua capa, seu tamanho e principalmente sua leveza me chamaram atenção de modo inigualável.
Certo dia, ainda receosa, respirei fundo, tomei coragem e abri o livro.
Suas primeiras páginas não diziam muita coisa, mas me prendiam de um modo absurdo e inexplicável. Talvez pela minha imensa curiosidade. Ou porque ele realmente era altamente misterioso em cada palavra. Parecia sempre ter mais a ser dito, e dizia nas entrelinhas, porém eu não conseguia entendê-las por completo. Sinto que precisa de um contexto maior, precisava conhecer mais todas as palavras ali contidas. Às vezes até tinha a impressão de que o Autor havia sido prolixo demais e acabava me confundindo, fazendo-me desentender o que pensava já ter entendido há dois minutos.. e isso era tão estranho. Mas sabia que era assim no começo.
Eu sabia que aprenderia muito com aquele livro, e talvez por isso eu queira descobrir tudo dele assim: de uma vez só, e ao mesmo tempo tinha receio, pois ele seria um confronto profundo de ensinamentos. E confesso que às vezes o fato dele dizer pouco me desestimula. Mas eu tinha minha parcela de culpa, parcela bem grande, por sinal, pois não era assídua na leitura, talvez pouco interessada, mas com certeza bem medrosa. A Graça encontrada em cada parte daquele livro era, paradoxalmente, assustadora e acalentadora. Costumava folheá-lo sem ler.. queria, às vezes, por osmose, desvendar de seus mistérios, entender o que se esconde em suas inúmeras palavras e até silêncios nas páginas em branco e/ou grandes espaços entre os parágrafos. Mas eu não o lia. Aquele livro era diferente. Intrigante, absolutamente intrigante.
Um dia encontrei com o Autor do livro e perguntei se aquele em especial era realmente um presente pra mim. Pois livros eram meus presentes preferidos e ele, que me conhece e já havia me dado tantos, sabia disso. Entretanto aquele tinha surgido "do nada". E acrescentei que não precisava de mais um. Tinha mais tantos outros que costumava ler com assiduidade que aquele acréscimo era desnecessário. Ele olhou pra mim e sorriu, e disse apenas que eu não precisava ter pressa. As melhores partes dele se revelariam na hora certa, e Ele estava certo de que seria muito emocionante pra mim, leitora.
As palavras do Autor me convenceram. E comecei, quase que sem querer, sem saber o porquê, a ler de verdade e mais, passei a carregá-lo pra onde eu vou. Seja com a lembrança da maravilhosa sensação ao ler, ou apenas por esperar um novo ato de coragem pra continuar a lê-lo. E como ele é leve, absolutamente leve, não incomoda carregá-lo, pelo contrário. Outro dia, inclusive, me peguei a sorrir alegremente por saber que ele simplesmente existia.
E, na verdade, hoje acho que mesmo que um dia eu conheça todos os mistérios dele, que eu o leia inteiro, sempre haverá algo que me prende a esse livro, sempre vai haver um mistério a mais pra desvendar, principalmente quando o Autor acrescentar novos trechos.. assim, sempre terá algo misterioso pra me intrigar.
E pra descobrir os mistérios do livro só lendo!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Promessa.
Parte do texto original do estudo do PG - 10.08.10
Mateus inicia seu livro com uma genealogia.
"(...) Frequentemente me pareceu estranho que Mateus iniciasse seu livro com uma genealogia. Sem dúvida não é bom jornalismo. Uma lista de quem gerou quem não conseguiria passar por muitos editores. Mas por outro lado, Mateus não era jornalista e o Espírito Santo não tentava captar nossa atenção. Estava destacando um ponto. Deus tinha prometido que proveria um Messias por meio da descendência de Abraão (Gênesis 12:3), e assim o fez. "Você tem dúvidas sobre o futuro?", pergunta Mateus. "Dê simplesmente uma olhada no passado". E com isso abre o cofre da linhagem de Jesus e começa a tirar os panos ao sol. Acredite, você e eu teríamos guardado algumas dessas histórias no guarda-roupa. A linhagem de Jesus não parece em nada com a lista do Instituto para aureolas e harpas. Parece mais com a lista dominical de ocupantes do cárcere do condado.
Inicia-se com Abraão, o pai da nação, que mais de uma vez mentiu como Pinóquio com a única finalidade de salvar seu pescoço (Gênesis 12:10-20).
Jacó, o neto de Abraão, era mais trapaceiro que um expert em baralhos de Las Vegas. Enganou seu irmão, mentiu para seu pai, foi logrado e depois trapaceou a seu tio (Gênesis 27:29).
Judá, o filho de Jacó, estava tão cegado pela testosterona que alugou os serviços de uma prostituta, sem saber que era sua nora! Quando soube de sua identidade, ameaçou queimá-la por prostituição (Gênesis 38).
Faz-se uma menção especial à mãe de Salomão, Bate-Seba (que tomava banho em lugares duvidosos) e do pai de Salomão, Davi, o qual observou o banho de Bate-Seba (2 Samuel 11:2-3).
Raabe era uma prostituta (Josué 2:1).
Rute, uma estrangeira (Rute 1:4).
Manassés forma parte da lista, e obrigou seus filhos a passar pelo fogo (2 Reis 21:6).
Seu filho Amom está na lista, ainda que tenha rejeitado a Deus (2 Reis 21:22).
Parece que quase a metade dos reis eram trapaceiros, outro tanto embusteiros e todos, exceto um punhado deles, adoravam um ídolo ou, como se isso fosse pouco, dois ídolos. E assim se compõe a lista dos não tão maravilhosos bisavôs de Jesus. Aparentemente o único laço comum entre este grupo era uma promessa. Uma promessa do céu de que Deus os usaria para enviar seu Filho. Por que Deus usou estas pessoas? Não era necessário que o fizesse. Poderia ter colocado simplesmente o Salvador diante de alguma porta. Teria sido mais simples dessa forma. E por que Deus nos relata suas histórias? Por que Deus nos dá um testamento completo de faltas e tropeços de seu povo? Simples. Sabia que você e eu vimos as notícias ontem à noite. Sabia que ficaríamos agitados. Sabia que nos preocuparíamos. E quer que saibamos que quando o mundo enlouquece, Ele permanece em calma. Você quer provas? Leia o último nome da lista. Apesar de todas as auréolas tortas e as cambalhotas de mau gosto de seu povo, o último nome da lista é o primeiro que foi prometido: Jesus.
Ponto. Não se enumeram mais nomes. Não são mais precisos. Como se Deus anunciasse a um mundo hesitante: "Vejam, eu o fiz. Assim como prometi que o faria. O plano teve êxito". A fome não pôde matá-lo de fome. Quatrocentos anos de escravidão egípcia não puderam oprimi-lo. As peregrinações pelo deserto não puderam perdê-lo. O cativeiro babilônico não pôde detê-lo. Os peregrinos com pés enlameados não puderam arruiná-lo. A promessa do Messias vai enfiando quarenta e duas gerações de pedras em bruto, até formar um colar digno do Rei que veio.Assim como prometeu. E a promessa continua de pé.
"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mateus 24:13, ACF).
"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16:33, ACF).
(...)
Deus cumpre sua promessa.
Observe você mesmo. No presépio. Ali está Ele.
Observe você mesmo. No túmulo. Ele não está lá."
(Max Lucado - Quando Deus Sussurra o Seu Nome)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ao estranho conhecido.
ei, você!
que nas minhas ações resolveu se meter.
sou eu quem escolho o que fazer!
(...)
Ousado,
ficaste em pensamentos diários
se metendo em cada ato
tomaste o coração em pedaços
e corpo aos cacos.
encheste de sentimento profundo
aquele lugar vazio e imundo
cobriste de luz
os dias partidos
mas era luz demais para olhos inibidos..
cegueira!
cegueira!
escuro!
mundo:
mudo.
mas
paz
traz
refaz..
enquanto o coração se distrai,
o vazio se esvai..
pra que possa levantar a cabeça..
e constatar a asneira
de pensar que era cegueira
era o medo de arriscar
ter Tua luz por todo lugar
não mais nas próprias forças confiar
e tudo, verdadeiramente, enxergar
com o costume de não ver,
não sentir, não saber
insistia em não querer
[muito menos] se render,
doce estranho, aos desejos de Você
que, de uma hora pra outra, resolveu refazer
aquele velhos planos de viver
agora tudo que se sabe
é que pede pra que não se afaste
enlace. abrace!
quebre!
enfim
serás, sempre, tudo em mim.
"all I know is I was blind and now I see!"
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Preteritamente eterno.
O tempo acelerou.
Passou!
mas um tanto ficou
fez morada
em cada jornada
trazendo belos sorrisos
e lindas lembranças
de fortes abraços,
boas gargalhadas,
olhares tagarelas entre lábios mudos,
e aquela carta
escrita em papel reciclado
contendo letras com má caligrafia
com sentimentos aos bocados,
e palavras que causaram alegria.
E talvez,
nunca mais se vejam
e tudo só fique na memória
e nunca mais seja demonstrado
aquele carinho inexplicado
mas sempre estará marcado
na história guardado!
entre os dias inesquecíveis,
as pequenas coisas mais significativas
e os sentimentos mais profundos..
(...)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Observância.
Sempre que podia ia à praia para olhar o céu
Naquele dia, o pôr–do-sol tinha tons de amarelo-mel
os traços desiguais misturavam-se harmonicamente com o azul-lilás..
parecia tom sobre tom,
os anjos compunham o mais lindo som
anunciando terna paz.
Podia ouvi-los, vê-los, senti-los..
os olhos se fecharam como que por reflexo
sensações que inibiam o léxico
mexiam com todos os sentidos.
então, profundamente respirava
o ar em seus pulmões docemente penetrava..
(...)
O sorriso de um pequeno se misturava ao cenário
seus movimentos rápidos desviavam cada obstáculo.
ao correr e pular chegava a um quase voar..
e às vezes indiciava cair,
as pernas subitamente dobravam, pareciam fraquejar
e o corpo sinalizava não saber para onde ir
mas com toda malemolência infantil permanecia de pé
com braços levantados,
olhos bem fixados
e toda alegria de se ver..
(...)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Sentido Lato.
Começa em algum lugar e termina não sei onde. Nos pega pela mão e nos leva pra longe. Mais do que os olhos podem ver, ou conseguiriam disfarçar. Faz parte!
Às vezes é até fácil dizer o que é. Talvez um pouco mais difícil seja ter plena noção do que realmente se trata. Palavras jogadas ao vento não funcionam. Tudo precisa ser claro e bem determinado. As coisas não podem perder o sentido. Não mais.
Depois que se prova de idas e vindas, destruições e recomeços; se vê que o que há pode ou não ser suficientemente verdadeiro pra que seja incondicional. E por mais que incondicional seja uma palavra forte, é exatamente ela a mais correta pra ser usada nesse momento. Talvez isso possa ser confundido com a ausência de erros, mas não é bem isso que ela quer dizer. Ela apenas quer dizer que independente de qualquer coisa não vai mudar. Independente do direcionamento da ação, existirá. E isso é forte. Isso não existe em qualquer lugar. Não se conquista e muito menos se sabe do dia pra noite. É preciso tempo.
É do tipo de coisa que envolve mais que um momento, e depois que se desfruta só faz você se dar conta que apenas um Ser perfeito é capaz criar e sustentar algo do gênero. Silencio-me diante da grandiosidade disso. Olhar para os lados e ver que há veracidade nos mínimos detalhes.
E o que não é, nesse caso, é porque nunca foi. No entanto o que é, há pra vida inteira; não importa os “onde”, “como” e “porquês”. E mesmo que por algum motivo, obscuro ou não, haja uma grande decepção tudo permanece intacto. O que há subsiste de forma inexplicável, quase que por mágica. Por quê? Talvez por ter sido autêntico desde os primeiros minutos. [E provavelmente por não ter sido planejado pelos envolvidos.]
As coisinhas bonitinhas não resistem ao tempo, distância e muito menos a rompimentos e decepções. Cada dia isso fica mais claro. Quando há impossibilidades e/ou dificuldades se desfazem os - ditos – nós, desatam-se e nada mais é como antes. Ficam o passado, as lembranças e nenhum vestígio de futuro. Mas quando o que de fato há é mais que o bonitinho e todas as suas flores, há permanência. Mesmo em meio a outonos, aqueles dos galhos secos; e invernos, aqueles frios e silenciosos. As primaveras são mais verdadeiras e coloridas e os verões muito mais quentes e aconchegantes. Vêem-se cores vivas no amarelado, e calor nos tempos frios. E isso não acontece em qualquer lugar. Definitivamente! Muito menos em lugares onde as estações não são muito bem definidas, e os tempos de chuva podem chegar em pleno verão.
O sorriso se instala permanentemente por certificar representantes. Os eternos. Incondicionais. [Sim, isso mesmo e toda a força dessa nomenclatura] Cada qual da sua forma. Imperfeitos! Mas os presentes mais dadivosos que existem, e que foram fornecidos para abençoar. Provas de que é real. E assim será. Absolutamente.
Às vezes é até fácil dizer o que é. Talvez um pouco mais difícil seja ter plena noção do que realmente se trata. Palavras jogadas ao vento não funcionam. Tudo precisa ser claro e bem determinado. As coisas não podem perder o sentido. Não mais.
Depois que se prova de idas e vindas, destruições e recomeços; se vê que o que há pode ou não ser suficientemente verdadeiro pra que seja incondicional. E por mais que incondicional seja uma palavra forte, é exatamente ela a mais correta pra ser usada nesse momento. Talvez isso possa ser confundido com a ausência de erros, mas não é bem isso que ela quer dizer. Ela apenas quer dizer que independente de qualquer coisa não vai mudar. Independente do direcionamento da ação, existirá. E isso é forte. Isso não existe em qualquer lugar. Não se conquista e muito menos se sabe do dia pra noite. É preciso tempo.
É do tipo de coisa que envolve mais que um momento, e depois que se desfruta só faz você se dar conta que apenas um Ser perfeito é capaz criar e sustentar algo do gênero. Silencio-me diante da grandiosidade disso. Olhar para os lados e ver que há veracidade nos mínimos detalhes.
E o que não é, nesse caso, é porque nunca foi. No entanto o que é, há pra vida inteira; não importa os “onde”, “como” e “porquês”. E mesmo que por algum motivo, obscuro ou não, haja uma grande decepção tudo permanece intacto. O que há subsiste de forma inexplicável, quase que por mágica. Por quê? Talvez por ter sido autêntico desde os primeiros minutos. [E provavelmente por não ter sido planejado pelos envolvidos.]
As coisinhas bonitinhas não resistem ao tempo, distância e muito menos a rompimentos e decepções. Cada dia isso fica mais claro. Quando há impossibilidades e/ou dificuldades se desfazem os - ditos – nós, desatam-se e nada mais é como antes. Ficam o passado, as lembranças e nenhum vestígio de futuro. Mas quando o que de fato há é mais que o bonitinho e todas as suas flores, há permanência. Mesmo em meio a outonos, aqueles dos galhos secos; e invernos, aqueles frios e silenciosos. As primaveras são mais verdadeiras e coloridas e os verões muito mais quentes e aconchegantes. Vêem-se cores vivas no amarelado, e calor nos tempos frios. E isso não acontece em qualquer lugar. Definitivamente! Muito menos em lugares onde as estações não são muito bem definidas, e os tempos de chuva podem chegar em pleno verão.
O sorriso se instala permanentemente por certificar representantes. Os eternos. Incondicionais. [Sim, isso mesmo e toda a força dessa nomenclatura] Cada qual da sua forma. Imperfeitos! Mas os presentes mais dadivosos que existem, e que foram fornecidos para abençoar. Provas de que é real. E assim será. Absolutamente.
*Baseado em vivências específicas, mas com dedicação ampla.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
So good.
"You know that feeling where everythig feels right!? Where you don't have to worry about tomorrow or yesterday, where you feel safe and know you're doing the best you can!? There's a word for that feeling. It's called love. L-O-V-E."
(Akeelah in "Akeelah and the Bee")
(Akeelah in "Akeelah and the Bee")
sábado, 22 de maio de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Conversa.
(...)
Sentada no colo do seu pai estava aquela pequena criança. Era a hora do dia em que eles conversavam sobre a vida dela. Anseios, novidades, receios, alegrias, dores.. Era o momento do dia que a menininha mais gostava. Acontecia sempre depois dela fazer suas tarefas de casa, quando a luz do dia já estava se esvaindo e a noite começava a raiar. As cores do céu eram sempre diferentes, e a criança gostava de conversar com seu paizão, como ela costumava chamar, sentindo a brisa no seu rosto, o barulho do vento nas folhas do jardim e o céu colorido com seu crepúsculo diário.
A pequena chegou na varanda da sua casa, aquela que dava para ao jardim. Seu pai já lhe esperava lá. Olhou para ela com o seu sorriso carinhoso e deu duas batidinhas no banco chamando-a para sentar-se ao seu lado.
A conversa daquele dia seria diferente. O rostinho jovem da pequena dizia isso. Seu pai, por conhecê-la muito bem, já esperava uma daquelas perguntas cabeludas.
Ela sentou ao lado do seu belo pai, calada.
Ele preferiu respeitar o silêncio dela e também não pronunciou palavra alguma.
Depois de alguns minutos de silêncio, a pequena respirou e logo disse:
- Pai, quero saber! - um tom de revolta pairava em sua voz.
- Quer saber o quê, minha querida? - disse o pai com sua voz grossa e alentadora
- TUDO! - exclamou ela
Seu pai riu, mexeu nos cabelos dela colocando a franja atrás da orelha.
- Tudo, minha criança? Tudo é tanta coisa!
- Mas eu quero, papai, eu quero saber! Quero tirar todas as minhas dúvidas, quero ser a menina mais esperta, quero não perguntar mais nada, não esperar mais as respostas... quero saber!
- Calma, minha pequena! As coisas não podem ser assim. A ordem natural das coisas deve ser respeitada. Você só deve saber o necessário, e se preocupar apenas com ele. O mais, saberás no momento certo!
- Mas se eu souber de tudo agora, quando chegar o "momento certo" eu não precisarei mais aprender, porque eu já sei. - justificou a menina - Além do mais, eu demoro pra aprender as coisas na hora, e às vezes dói..
- Sabe, filha, isso é verdade.. às vezes dói. Mas faz você amadurecer. E as frutas que amadurecem no tempo certo, do modo certo são muito mais saborosas que aquelas que foram forçadas a amadurecer. Elas não passaram pelo que deveriam passar. E assim, as primeiras causam muito mais sorrisos de prazer naqueles as degustam. Uma fruta docinha, bem madura acaba tornando a sua presença naquele momento imprescindível e marcante. Ela será um ponto feliz na lembrança daquele dia, mesmo que o dia não tenha sido um dos melhores. - afirmou o pai da menina - Alegre-se, minha criança! Você não precisa saber de tudo, não precisa amadurecer precocemente. Aproveite seu tempo, seu momento. E eu estarei com você todos os dias, aqui ou em qualquer lugar, sejam dias alegres ou dolorosos. Você nunca esteve sozinha, e nem nunca estará. Eu amo você!
A menina silenciou, encostou seu rosto no braço do seu pai e sorriu. Olhou para o céu, respirou aliviada e concordou:
- É! Você sempre estará comigo. Eu também te amo, Papai.
"Minha vida quieta em Tuas mãos, seja tudo o que me faz feliz"
(Tudo Que Me Faz Feliz - Carol Gualberto)
sábado, 3 de abril de 2010
"A alma vira palco"
Hoje me lembrei dessa cena.
Um belo dia, em Zumbi - RN, o céu estava desse jeito. Absurdamente cheio de cores e luz, como num quadro à aquarela. As cores se completavam com tanta perfeição que não ficar paralisada diante da mais perfeita obra de arte era tarefa impossível. Me lembro de tudo que pensei quando vi essa cena, mas o que mais vem à mente é o que desejo ardentemente fazer hoje: agradecer.
Agradecer por tanta perfeição. Não, não só a perfeição dessa linda cena. A perfeição de todos os dias. A perfeição cuidadosa. Perfeição que tantos dias passa despercebida diante dos nossos olhos. Perfeição que muitas vezes é necessário algo tão grandioso e singular como esse tipo de cena pra fazer a gente se dar conta de como o Criador é Magistral.
Meu coração se enche de alegria pelas pequenas coisas.. que são tão grandiosas. [As mais, eu ousaria dizer]
"Das coisas boas da vida,
das minhas preferidas
De tudo que faz bem à emoção
(...)
Disso é feita a vida
De coisas bonitas
De tudo que faz bem ao coração"
(Carol Gualberto - Das Coisas Boas Da Vida)
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