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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Leve

viva leve
sustido, entregue
entraves tidos
leve sentido
e bem leve
Ele tem trazido
ido os dias
leve alegria
o fim leve
-eterno dia-
ser levado
ao lar em breve
e ser eternamente
leve.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quando o novo vem..

Seria mais fácil ficar, talvez.
Mas a verdade é que é duro ir.
Abrir mão do que está aqui, que é já é meu, pra começar muita coisa novamente.
Isso, definitivamente, não é fácil.
E terão desafios maiores, mais profundos.. eu bem sei.

É uma nova fase.
Tudo diferente.
Tudo novo.

Tudo, menos Deus. Ele é o de sempre.
E isso me conforta.

Adeus, Recife. Até logo, família e amigos.
levo cada um comigo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Porque Deus tem um plano. [Agradecer!]

texto lido no meu culto de gratidão  dia 06.02.11.


Quatro anos se passaram. Inesperados aconteceram. Esperados se perderam. Sonhos se modificaram. Planos foram refeitos.

Anos intensos. De lutas, vitórias, derrotas, conquistas.. Vi meus pés fraquejarem, as forças acabarem e num piscar de olhos se renovarem. Pessoas entraram e permanecem, outras saíram sem deixar vestígio, algumas levaram um pedaço de mim e deixaram um pedaço de si.  Muitas, mais do que eu pedi ou pensei, estão aqui.
É, Deus tinha um plano.
Comecei o curso sem querer fazê-lo, apesar de toda minha paixão por História e pelo ensino, eu sentia que ali não era meu lugar. Mas Deus, por razões Eternas e que eu desconhecia, me queria lá, na Universidade Federal de Pernambuco. De início: deslocada. As pessoas nos estilos mais estranhos já vistos se uniam em um só lugar, num só período, numa só sala. Eu não teria amigos ali, pensava.
Primeira semana: “Aqui não é lugar para coisas absolutas, como na religião. Esqueçam os dogmas, permitiremos que vocês sejam vocês mesmos. A ciência permite isso, a liberdade.”
Hã? É! Português instrumental. Filosofia. Sociologia. Economia. Estudos Históricos I. Tudo começou assim. Tentando “me libertar”. Liberdade? O que é liberdade? Eu tenho alguns conceitos sobre liberdade..
E Deus, Ele tinha um plano?
O tempo se passou. Terceiro período chegou, e as coisas começaram a melhorar. A História “de verdade” começou a ser estudada e a paixão por aquilo me fazia sorrir. É, confesso que algumas coisas mudaram! Comecei a realmente gostar do curso, do lugar, e até das pessoas.  Fiz até amigos! E fui ficando. E os anos se passando. Mestrado, doutorado, pós-doutorado começaram a entrar nos meus planos. Eu queria mudar os planos.
Mas Deus tinha o Seu plano.
Terceiro ano de curso. Quinto período. ABU. Reviravolta. Pessoas altamente especiais me alertaram silenciosamente lembrar do início. CERTEZA, que foram mandadas por Deus. Uma cristã- historiadora –missionária? Isso poderia? Que sentido haveria? Tudo, como sempre, começava e terminava em Deus.
Porque Ele?! É! Ele tinha um plano.
Francês. Palácio do Governo. Pessoas. Dificuldades das mais diversas. Ensinamentos intensos. Desafios eternos.
Deus cuidava de cada detalhe. Pois Ele tinha um plano.
Ultimo ano de curso. Tudo que eu queria era tempo. Queria desfrutar dos meus amigos antigos e de alguns novos. Tempo redescobrir amizades antigas, que pareciam acabadas, mas que por Graça permanecem como sempre. Queria descobrir mais a respeito daqueles novos que me intrigavam. Queria também saber o que faria quando a graduação terminasse. O “e agora?” vinha a todo momento na minha cabeça.  Pra TALVEZ desespero do meu pai, eu não  viveria bem sendo professora. Mas quem disse que o seria?
Deus tinha um plano.
Estágio curricular? Sala de aula. Ao estar lá, vi o sonho de infância se realizando. Eu sorria. Mas Deus? Deus queria mais que realizar meus sonhos, Ele me queria como instrumento. E, por isso, colocou pequenos preciosos, sofridos e duros na queda pra eu amar, chegar a me apegar e falar de um amor maior que qualquer outro.
Porque, como vocês sabem, Ele tinha um plano.
E tudo isso (e algumas coisas mais) foi o início.  Início do fortalecimento e direcionamento  de um chamado ocorrido em uma noite de dezembro,  quando Ele me mostrou Seus planos e me convidou carinhosamente a, de uma vez por todas,  submeter os meus aos Dele. E eu teria 4 anos pra ser diferente, num lugar que forma iguais. Sim. Iguais nos seus relativismos, hedonismos e PSEUDO-intelectualismos. Conviver com pessoas que pensam completamente diferente de mim. Aceitá-las e amá-las como Cristo as ama. E, por fim, constatar que nem a História consegue provar que meu Salvador não existe.

Hoje, sou Historiadora. Com TODO orgulho: Professora de História
Daqui pra frente os planos são outros. Não os meus, pois esses eu já abri mão há tempos.
Porque Deus TEM SEU plano e Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2)
E o chamado que havia ficado claro anos atrás; começara a tomar novas formas. Formas que eu não esperava. Mas que Deus? É! Deus tinha TUDO planejado.
TUDO sob controle.
Por isso eu agradeço. Pelos Seus grandiosos e eternos planos.
“Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.” Deuteronômio 8.2-3
Louvo a Deus por esses quatro anos. E me submeto ao que virá.
Honra e glória ao único digno!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

esperar..


Sentou-se em uma pedra, perto de uma árvore para esperar. Olhava para todos os lados e nada via. Nenhum sinal de respostas. Pessoas passavam, sentavam ao seu lado, conversavam e saiam. Às vezes por pedido, às vezes não. Mas provavelmente todas entendiam que ela precisava daquele momento de solitude.
 O tempo passado sentada naquele lugar, naquela mesma posição, trouxe calos, feridas, dores e lágrimas àquela menina tão criança. As reflexões também eram muitas. Ela sabia, mesmo quando não conseguia entender, que havia um propósito para aquele tempo de espera.  Ao olhar para suas feridas, sentir as dores e o rolar das lágrimas tinha a certeza de que estava aprendendo lições importantes.
O coração, mesmo tão errante e assombrado, se punha a louvar. Ela se dera conta de que Ele estava transformando aquele em um coração dependente e adorador... como ela sempre sonhara.

Então, num final de tarde, recostou sua cabeça na árvore e fechou os olhos para descansar...



“Eu espero em Ti, embora sem saber. Como Tu dirás eu não sei, mas esperarei. Mesmo sem saber como Tu dirás. Dentro de mim reinará a Tua paz que me faz saber que esperar em Ti é sempre caminhar. ” (Palavrantiga – esperar é caminhar)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Movimentos, sons e sensações.

Desenho de: Jéssica Régis

A vitrola tocava uma conhecida canção.
Uma das mais singelas já ouvidas.
Ela se equilibrava em suas sapatilhas de ponta,
naquele piso desnivelado e áspero.
Os movimentos eram sincrônicos
em qualquer uma de suas concepções.
Movia com leveza os braços, as pernas,
equilibrando-se, quase sempre, em um único pé,
rodopiava com olhos fechados,
sentindo todos os tons que a envolvia.
Em cada volta que seu corpo dava,
nascia uma diferente composição em poesia
Unindo leves deslocamentos, uma canção,
sorrisos e diversas sensações.
Os passos eram milimétricos..
marcavam olhos, ouvidos e alma.

Todo o ambiente via-se acalentado
por uma saudade apaziguada
dos tempos de bailarina..
dos deslocamentos suscitados levemente,
como a brisa da manhã,
que lembra os riscos que se foram
e mostra os que se fizeram novos;
em futuro que se emaranha
na vontade embargada
e abdicação prolongada
[por desejo e lealdade].

Refugiava-me na singeleza
das inúmeras e visíveis provas de carinho
encalacradas com sons, movimentos,
cores, reflexões, contentamento
e uma Aliança que percorre anos..
com mais força que ligações espúrias
que traz uma paz maior que o entendimento.

Aquela figura e seus adjacentes
esculpem ritmo, canção
e tantas outras sensações diferentes
trazendo memórias, certezas e sorrisos
de uma vida que se move com Direção.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Basta ao dia"

Não ao passado
e também ao futuro.
Eu quero o presente
e as inúmeras dádivas inerentes.

Não importa como foi
Muito menos como será
Não quero apenas lembrar
ou viver do que não sei

"O futuro a Deus pertence
e o passado já passou", ouço dizer
Mas agora quero é viver
me preocupar com o agora
e não com o fato de outrora
ou com o futuro que nem sei se chegará

Que o hoje seja para mim
palpável dádiva do Pai de Amor
e meu motivo secular de louvor

Eu quero sentir a Graça me alcançar
e me permitir, segura,
em Tuas mãos, diariamente, descansar,
Pois não importa o que ou como aconteça
terei, certamente, Tuas mãos a me sustentar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Simultâneo.

os bons e os maus [momentos].
o belo e o pavoroso.
o sonoro e o inaudível.
o prolixo e o indescritível.
o manifesto e o encoberto.
o presente e o saudoso.

um provocando o outro,
mas sendo sempre novo..
mesmo que antigo,
com outras cores vestido.
(in)tentando sempre mais
no inesperado que chega voraz.