sábado, 10 de abril de 2010

"ah, quanto tempo"

Faz tempo que quero escrever. Parar e sentir essa liberdade de deixar as coisas registradas no papel e sentir o sabor gostoso do sorriso que vem no rosto pra fazer toda a diferença no dia, mostrando que foi posto pra fora o que precisava ser posto e ficou o necessitava ficar.
Mas me encontro sem palavras! Tudo é muito corrido. Eu via todas as pessoas falarem que o ultimo ano de faculdade era uma loucura, mas quando você sente isso na pele é COMPLETAMENTE diferente.
E hoje, além da saudade de escrever, a saudade de fazer coisas bestas com meus amigos tá fazendo uma falta gigantesca também.
Saudade das frescuras de Ná e do modo que SÓ ELA faz "ôô, amigaaaaa" ou até do "mas tu me ama mesmo assim" .. eu sempre respondo "é, amo mesmo"
Saudade da "falta de sensibilidade" e dos carinhos e colos altamente oportunos de Miloca.
Saudade das coisINHAS fofINHAS, bonitINHAS e fresquINHAS de Vanessinha. (muito INHA essa minha amigONA)
Saudade dos açaís, dos beliscões, das mordidas, das besteiras, com minha irmã, Jêzinha.
Saudade das crises e de rir de nós mesmas com a minha Black.
Saudade dos almoços e longas e sérias conversas com DD.
Saudade das conversas na madrugada com Flor.
Saudade da falta de senso de Sarinha.
Saudade dos trabalhos feitos de ultima hora e que duravam dias com Ju.
Saudade da risada de Reb, dos conselhos paternais de Vini, das perguntas cabeludas de Tia Vi.. do tempo pra o investimento deles.
Saudade do tempo pra escrever longos e-mails e trocá-los com Debinha, Dani e Mima.
Saudade do abraço forte de Digo, e do sotaque carioca LINDO dele.
Saudade de tagarelar com Cadu e de sentir toooda a paciência dele me ouvindo por horas sobre aquele assunto que falo desde a semana passada.

Saudade do mar. De não ter nada pra fazer.
Do colo, do ouvir, dos puxões de orelha, dos olhares tagarelas.
Desses meus amigos LINDOS que eu tanto amo e que me completam tanto! De tudo que nesses dias não posso ter e a nostalgia vem tomar conta...


tá, eu sei, hoje eu tô altamente melosa.
é a saudade.. compreendam! :P

sexta-feira, 9 de abril de 2010

(desas)Sossego.

À Deus, meu consolador,
meu amigo,
meu zeloso protetor.

O que dizes?
O que queres?
Pra onde me levas?
Tantas perguntas...
Nenhum som em resposta.

Não sei o que fazer,
que caminho tomar.
Mas não posso negar,
Tua mão a me proteger

E ainda bem que as misericórdias se renovaram.
Ainda bem que És bondoso.
Ainda bem que me amas.

Ah! Senhor, como queria entender
as muitas palavras que rondam o silêncio.
Como queria ouvi-las,
E saber para onde ir.

Dias nublados.
Noites molhadas.
Madrugadas frias.
Crescimento, crescimento
CRES-CI-MEN-TO!

Então, põe Teus olhos sobre mim.
Não me deixes do Teu controle sair,
e pelas minhas forças agir.

Cobre-me com Tua mão.
Silencia-me!
Põe meus ouvidos atentos
pra que Te ouça.

E quando, em dias como hoje,
eu já não tenha forças;
sejam Tuas mãos meu refúgio,
Teu colo meu abrigo,
Tuas palavras meu consolo.

Ah, como Te amo, meu Senhor!
Como Te desejo!
Não apartes de mim Tua presença
EU CLAMO!

Fica!
Mesmo que eu nada ouça.
Mesmo que eu nada veja.
Por favor, permaneça!
Só assim estarei segura.

sábado, 3 de abril de 2010

"A alma vira palco"



Hoje me lembrei dessa cena.
Um belo dia, em Zumbi - RN, o céu estava desse jeito. Absurdamente cheio de cores e luz, como num quadro à aquarela. As cores se completavam com tanta perfeição que não ficar paralisada diante da mais perfeita obra de arte era tarefa impossível. Me lembro de tudo que pensei quando vi essa cena, mas o que mais vem à mente é o que desejo ardentemente fazer hoje: agradecer.
Agradecer por tanta perfeição. Não, não só a perfeição dessa linda cena. A perfeição de todos os dias. A perfeição cuidadosa. Perfeição que tantos dias passa despercebida diante dos nossos olhos. Perfeição que muitas vezes é necessário algo tão grandioso e singular como esse tipo de cena pra fazer a gente se dar conta de como o Criador é Magistral.
Meu coração se enche de alegria pelas pequenas coisas.. que são tão grandiosas. [As mais, eu ousaria dizer]


"Das coisas boas da vida,
das minhas preferidas
De tudo que faz bem à emoção
(...)
Disso é feita a vida
De coisas bonitas
De tudo que faz bem ao coração"
(Carol Gualberto - Das Coisas Boas Da Vida)

quarta-feira, 24 de março de 2010

[Des]compasso.

Passos largos pelas ruas.
Um olhar.
Um segredo.

Dias diferentes.
Intensos.

Companhias.
Cochichos.
Abraços apertados.

Paz no peito: acalento.
Um destino: o futuro.

Música, sorriso no rosto e olhos em Você.

Uma estrada a se percorrer.
Mãos dadas.
Retornos!
O prosseguir.

E um coração que bate sem parar.
Querendo viver.

sábado, 20 de março de 2010

Voltei.

De volta.
Fazia tempo que não escrevia e muito menos publicava. Mas hoje resolvi voltar e esse velho blog que tinha uma reformulação prometida há quase um ano volta a funcionar.
Volto pras palavras. Pra formação de versos que nem sempre vão significar tanto pra você, leitor, quanto significa pra mim.
E antigamente eu não via sentido nisso. Mas talvez eu escreva exatamente por isso. Escrever tem a magia de significar pra mim algo completamente diferente do que significa pra você. Cada palavra ganha novo sentido. SEMPRE.
Voltei. Voltei a expressar por meio de palavras o que nem eu mesma compreendo, mas que quando está materializado se torna externo e, portanto, mais fácil de compreender.
Voltei sem grandes pretenções. Voltei porque sem as palavras falta um pedaço de mim. E eu não quero mais que falte pedaço nenhum. Não agora. Não mais.

E como diz Clarice, a Lispector:
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

E volto com essa disposição: desabrochar!
Me sentir novamente daquele modo que só as palavras me fazer sentir: "um coração batendo no mundo" (Lispector, Clarice) e assim: inteira!