terça-feira, 13 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Preteritamente eterno.

O tempo acelerou.
Passou!



mas um tanto ficou
fez morada
em cada jornada
trazendo belos sorrisos
e lindas lembranças
de fortes abraços,
boas gargalhadas,
olhares tagarelas entre lábios mudos,
e aquela carta
escrita em papel reciclado
contendo letras com má caligrafia
com sentimentos aos bocados,
e palavras que causaram alegria.

E talvez,
nunca mais se vejam
e tudo só fique na memória
e nunca mais seja demonstrado
aquele carinho inexplicado


mas sempre estará marcado
na história guardado!
entre os dias inesquecíveis,
as pequenas coisas mais significativas
e os sentimentos mais profundos..

(...)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

...

"Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente."

(O curioso caso de Benjamin Button)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Observância.

Sempre que podia ia à praia para olhar o céu
Naquele dia, o pôr–do-sol tinha tons de amarelo-mel
os traços desiguais misturavam-se harmonicamente com o azul-lilás..
parecia tom sobre tom,
os anjos compunham o mais lindo som
anunciando terna paz.
Podia ouvi-los, vê-los, senti-los..
os olhos se fecharam como que por reflexo
sensações que inibiam o léxico
mexiam com todos os sentidos.
então, profundamente respirava
o ar em seus pulmões docemente penetrava..

(...)

O sorriso de um pequeno se misturava ao cenário
seus movimentos rápidos desviavam cada obstáculo.
ao correr e pular chegava a um quase voar..
e às vezes indiciava cair,
as pernas subitamente dobravam, pareciam fraquejar
e o corpo sinalizava não saber para onde ir
mas com toda malemolência infantil permanecia de pé
com braços levantados,
olhos bem fixados
e toda alegria de se ver..

(...)


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sentido Lato.

Começa em algum lugar e termina não sei onde. Nos pega pela mão e nos leva pra longe. Mais do que os olhos podem ver, ou conseguiriam disfarçar. Faz parte!
Às vezes é até fácil dizer o que é. Talvez um pouco mais difícil seja ter plena noção do que realmente se trata. Palavras jogadas ao vento não funcionam. Tudo precisa ser claro e bem determinado. As coisas não podem perder o sentido. Não mais.
Depois que se prova de idas e vindas, destruições e recomeços; se vê que o que há pode ou não ser suficientemente verdadeiro pra que seja incondicional. E por mais que incondicional seja uma palavra forte, é exatamente ela a mais correta pra ser usada nesse momento. Talvez isso possa ser confundido com a ausência de erros, mas não é bem isso que ela quer dizer. Ela apenas quer dizer que independente de qualquer coisa não vai mudar. Independente do direcionamento da ação, existirá. E isso é forte. Isso não existe em qualquer lugar. Não se conquista e muito menos se sabe do dia pra noite. É preciso tempo.
É do tipo de coisa que envolve mais que um momento, e depois que se desfruta só faz você se dar conta que apenas um Ser perfeito é capaz criar e sustentar algo do gênero. Silencio-me diante da grandiosidade disso. Olhar para os lados e ver que há veracidade nos mínimos detalhes.
E o que não é, nesse caso, é porque nunca foi. No entanto o que é, há pra vida inteira; não importa os “onde”, “como” e “porquês”. E mesmo que por algum motivo, obscuro ou não, haja uma grande decepção tudo permanece intacto. O que há subsiste de forma inexplicável, quase que por mágica. Por quê? Talvez por ter sido autêntico desde os primeiros minutos. [E provavelmente por não ter sido planejado pelos envolvidos.]
As coisinhas bonitinhas não resistem ao tempo, distância e muito menos a rompimentos e decepções. Cada dia isso fica mais claro. Quando há impossibilidades e/ou dificuldades se desfazem os - ditos – nós, desatam-se e nada mais é como antes. Ficam o passado, as lembranças e nenhum vestígio de futuro. Mas quando o que de fato há é mais que o bonitinho e todas as suas flores, há permanência. Mesmo em meio a outonos, aqueles dos galhos secos; e invernos, aqueles frios e silenciosos. As primaveras são mais verdadeiras e coloridas e os verões muito mais quentes e aconchegantes. Vêem-se cores vivas no amarelado, e calor nos tempos frios. E isso não acontece em qualquer lugar. Definitivamente! Muito menos em lugares onde as estações não são muito bem definidas, e os tempos de chuva podem chegar em pleno verão.

O sorriso se instala permanentemente por certificar representantes. Os eternos. Incondicionais. [Sim, isso mesmo e toda a força dessa nomenclatura] Cada qual da sua forma. Imperfeitos! Mas os presentes mais dadivosos que existem, e que foram fornecidos para abençoar. Provas de que é real. E assim será. Absolutamente.


*Baseado em vivências específicas, mas com dedicação ampla.