sábado, 25 de dezembro de 2010

Para todas as coisas.


Para presentear, um ao outro.

Para os dias de solidão, carinho.
Para os dias tristes, consolo.
Para os dias silenciosos, olhares.
Para os dias em que as forças acabarem, as mãos.
Para os dias alegres, certeza da Graça infalível.
Para os dias nublados, coração grato.
Para os dias de saudade, a certeza.

Para suprir, cuidar, manter e ser sempre o primeiro: Deus. O Soberano, o Todo Poderoso.


Nosso Pai abençoe vocês, meus noivos queridos!
[e, hoje, parabéns por mais um ano de namoro!]



ps: sim, eu sou uma irmã babona.. e tô nem aí.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CHRISTmas!

Se todos os dias fossem Natal e todas as pessoas vivessem a Jesus como verdadeiro sentido Dele, nossas vidas seriam mais piedosas; nossas preocupações, temores e frustrações, menores; nossas motivações, mais dignas.

Que hoje seja realmente Natal!
e o aniversariante o digno de nossa total atenção diária.


PARABÉNS, JESUS!
\o/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

(!)

"Passei tempo demais querendo o que me foi tirado,
e não aproveitando o que me foi dado.
Prometo ser um rei melhor daqui pra frente."

(Caspian. IN: As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada.)




- Por Nárnia e por Aslam!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E nem se fez manhã..

.. já consigo vislumbrar Tua misericórdia a se renovar..


"Madrugada.. foge o sono.
E é tão bom saber que estás aqui, Senhor"
(Laura Morena - Manhã)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Do contra (?)

"No. No, you can't.. STOP. Please don't go away. Please?! No one's ever stuck with me for so long before. And if you leave.. if you leave.. I just, I remember things better with you. I do, look: P. Sherman, forty-two.. forty-two.. I remember it, I do. It's there, I know it is, because when I look at you, I can feel it. And I look at you, and I.. and I'm home. Please.. I don't want that to go away. I don't want to forget."


(Dory, IN: Finding Nemo)


Dory não é a protagonista, mas é minha personagem preferida.
"Procurando Nemo" fala da loucura de um pai atravessando o oceano atrás de um filho, mas o que sempre me chamou atenção foi o fato de Dory, mesmo lembrando pouco, e às vezes até esquecendo, ter permanecido ao lado de Marlin [aguentando o "peixe palhaço" que em certas ocasiões era muito do grosseiro]. Porque todas as vezes que ela esquecia, ela decidia novamente estar com ele, ela decidia acompanhá-lo. E, no final, ela lembrava! O sentimento se tornou forte suficiente pra permanecer em sua memória, em seu coração. A partir daí, ela não queria mais esquecer.
Essa fala tem um contexto triste, eu sei. Mas é uma das mais bonitas do filme, pra mim. Ela vai além do contexto.


Hoje eu ouvi essa fala novamente e sorri! Por motivos meus, só meus. Explícitos e implícitos. Meus! 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pensamento matinal.

O leve som da brisa me diz que aqui estás.
As cores do céu me falam da Tua perfeição.
O silencioso abrir de meus olhos ao amanhecer e o ar que respiro exibe Tua soberania.
O sorriso amigo ou desconhecido me mostra Teu amor.
A carta de um amigo me lembra o Teu cuidado.
A derrota me faz contar as bênçãos.
Com sustento diário percebo Tua fidelidade.
Entre as lágrimas sinto Teu colo acolhedor.

[És Deus e não há outro.
Amigo, Pai.. sempre!
Me alegro em Ti!]

domingo, 28 de novembro de 2010

des changements..

Je vois tout ce qu’est autour de moi. 
Dieu merci, je peux faire ça.
mais il y a des jours
que j’oublie de vraiment regarder
et je me perdre..
parce que je laisse de Te regarder
de Te vois en tout et tous..
et me mettre à vois tout ces gens, ses actions bizarres;
le monde qui est vide de sens, de vie..

(...)

maintenant je dis: “au revoir, à jamais” (j’espère)!
parce que, aujourd’hui, j’arrête!
je retourne et regarde à Toi, seulement!
comme ça, ma tête et mon cœur sont en centre.. encore.

(…)

sábado, 6 de novembro de 2010

a verdade é que..



..sei que posso simplesmente dizer
todas as palavras que rondam a minha mente.
e nesse momento, como por mágica, fazer
com que tudo suma, de repente.
e, assim, só exista eu e Você.

pois sei que há algo além disso tudo aqui
e isso está em Ti.

Te quero assim,
perto, bem perto de mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

[]

There are no excuses for what we did, there's no defense, no one to blame but us, we got what we deserved. (...) but despite all the secrets, despite all the lies and a terrible loss, one thing really matters now: he is awake.

(Dr. Jack. In: Awake, 2007)

sábado, 9 de outubro de 2010

Estranho acostumado, forasteiro insaciável.

O que há?
Cadê o estranhamento nesse lugar?
É tudo normal porque não pensamos igual?
O respeito virou pretexto?

E o que deveria ser motivo de vida
Hoje é de barganha:
Tudo pede e nada faz!
E, nisso, que justiça há?
Já não é suficiente sopro de vida receber?
Ainda tem que exigir todos os mimos?
Como se houvesse merecimento!

O que é isso, afinal?
Busca de um Criador que serve à criatura e nada mais?
Já não basta sustentar o mundo inteiro ao seu dispor?
Pois todo o Sacrifício é só bonito, digno de ser emoldurado
e não motivos de rendição e louvor diário..
Tem, pois, o Autor da vida, que fornecer
fôlego às vaidades minúsculas e repreensíveis
de corações que se conformam com o errado?
Que transformam absolutos em relativos,
porque é mais fácil fugir que ser repreendido?

Que pequeno! Que miserável!
Pobre coração instável!
Quer plenitude onde nunca terá.
Ambientação onde não é seu lugar.
Conforma-se com mesquinharias
pelo simples fato de não saber esperar
o momento de voltar ao Lar..

 *com assessoria competente da minha fofura querida. :)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Primavera.

Porque, de acordo com o calendário ocidental,
 hoje chegou a primavera,
minha estação predileta!


Gosto das flores, cores e sabores que chegam com ela.
da intensidade da vida que se mostra em cada um dos seus tons;
das roupas novas que a natureza se veste,
e de como ela se renova, mais viva e linda, após uma chuva e ao amanhecer.

Gosto porque tudo parece novo a cada dia dessa estação;
as coisas nascem sem motivo e com completa razão de ser,
inclusive o sorriso, a festa, a euforia que se instala em mim
quando, com silenciosa eloquência, contemplo as maravilhas da Criação.

Matizadas, as imagens ocupam a mente
e enchem o coração de gratidão por cada detalhe perfeito,
delicadamente pintado com Suas mãos...
pela vida que nela se revela, gosto dessa tal primavera.

sábado, 18 de setembro de 2010

.

"(...) No caso do curinga é diferente, pois ele veio ao mundo com o defeito de ver coisas demais e de ver todas elas em profundidade."
(GAARDER, Jostein. O Dia do Curinga. 1996)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Em todo lugar.

Nem meus mais profundos versos
explicariam com exatidão
o que sinto quando fecho os olhos
e apenas confio na Tua mão a me guiar
certa de que sou conduzida para o melhor lugar;
muito menos o que acontece
quando me calo e deixo de me preocupar
com tudo que virá;
além das sensações
que Tuas criações, tão tagarelas,
vêm dia após dia me trazer..

Te vejo, em tudo, aqui..*
*grata. insuficientemente grata.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Movimentos, sons e sensações.

Desenho de: Jéssica Régis

A vitrola tocava uma conhecida canção.
Uma das mais singelas já ouvidas.
Ela se equilibrava em suas sapatilhas de ponta,
naquele piso desnivelado e áspero.
Os movimentos eram sincrônicos
em qualquer uma de suas concepções.
Movia com leveza os braços, as pernas,
equilibrando-se, quase sempre, em um único pé,
rodopiava com olhos fechados,
sentindo todos os tons que a envolvia.
Em cada volta que seu corpo dava,
nascia uma diferente composição em poesia
Unindo leves deslocamentos, uma canção,
sorrisos e diversas sensações.
Os passos eram milimétricos..
marcavam olhos, ouvidos e alma.

Todo o ambiente via-se acalentado
por uma saudade apaziguada
dos tempos de bailarina..
dos deslocamentos suscitados levemente,
como a brisa da manhã,
que lembra os riscos que se foram
e mostra os que se fizeram novos;
em futuro que se emaranha
na vontade embargada
e abdicação prolongada
[por desejo e lealdade].

Refugiava-me na singeleza
das inúmeras e visíveis provas de carinho
encalacradas com sons, movimentos,
cores, reflexões, contentamento
e uma Aliança que percorre anos..
com mais força que ligações espúrias
que traz uma paz maior que o entendimento.

Aquela figura e seus adjacentes
esculpem ritmo, canção
e tantas outras sensações diferentes
trazendo memórias, certezas e sorrisos
de uma vida que se move com Direção.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pequenas coisas.

Sempre que se viam presenteavam-se com abraços apertados.
Alguns haviam sido inesperados, mas muito bem quistos;
outros aguardados ansiosamente,
e vistos como um presente Divinal.
Sempre vinham acompanhados de um belo sorriso
e um olhar acalentador.
As conversas aconteciam nas entrelinhas
dos gestos tagarelas
pois a fala, por hora, era dispensável..
A descoberta, silenciosa,
acarinhava em cada segundo.
Quando as palavras eram pronunciadas
as observações eram confirmadas
e mais sorrisos se abriam..

(...)

Em cada gesto, uma certeza:
trata-se de uma dádiva!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Basta ao dia"

Não ao passado
e também ao futuro.
Eu quero o presente
e as inúmeras dádivas inerentes.

Não importa como foi
Muito menos como será
Não quero apenas lembrar
ou viver do que não sei

"O futuro a Deus pertence
e o passado já passou", ouço dizer
Mas agora quero é viver
me preocupar com o agora
e não com o fato de outrora
ou com o futuro que nem sei se chegará

Que o hoje seja para mim
palpável dádiva do Pai de Amor
e meu motivo secular de louvor

Eu quero sentir a Graça me alcançar
e me permitir, segura,
em Tuas mãos, diariamente, descansar,
Pois não importa o que ou como aconteça
terei, certamente, Tuas mãos a me sustentar.

sábado, 28 de agosto de 2010

Diário de pequenas coisas.

Aquele olho me sorriu bonito. Tinha vida, tinha brilho. Era menino. O menor da turma. Ele sorria de um jeito poucas vezes visto. Sorria com a alma. Simples como qualquer infanto, e profundo. Absurdamente profundo.
Ao olhá-lo senti aqueles segundos passando em câmera lenta, como num filme. Eu o observava gargalhar satisfeito ao contar sobre suas peripécias. Ele falava rápido pois sabia que seu tempo comigo era curto e ele que queria me contar tudo que pudesse. "Você tem que saber", dizia ele. Mas apesar da velocidade de suas palavras o slow motion permanecia. Meus coração e mente desejavam aproveitar aquele momento único, então, automaticamente me mantinham conectada, sorrindo.. e olhando para ele atenciosamente.

Aquele pequeno me lembrou da simplicidade das coisas, das complexas facilidades do mundo e de uma Paz que não precisa de muito pra adentrar.. nada além de uma porta aberta.

(...)

Compartilhando

Baseado na indicação de Lu, do blog Meu UniVersos, fui escutar o Lucas Nobuo e uma música me chamou atenção hoje por me lembrar algumas conversas com minha amiga seminarista querida. E uma outra longa conversa que tive ontem com minha irmã.. e resolvi compartilhar..

Preciso Parar De Querer






















Acho que a letra já fala por si e acrescentar algo provavelmente não fará jus a ela. Além do mais, cada qual com seu cada qual. Outra coisa: essa é SÓ uma que me chamou atenção hoje. Mas as letras do cara são todas assim: simples, mas profundas. (e porque não dizer desafiadoras?).



Gostou? Pode baixar o CD todo AQUI!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Faz tão bem!

Faz tão bem cobrir de carinhos alguém
Repartir com outro o que você tem
Faz tão bem não deixar que fique só
Quem precisa estar mais perto

O amor que recebi me abre os olhos
Me ensina a ser assim

Ouvir quem deseja falar
Dizer a verdade sem magoar
Cantar o que possa inspirar
Um novo canto um novo caminha
r

(Crombie - Faz tão bem)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O mistério do livro.

Achei um livro recentemente. provavelmente um presente do Autor. Tenho alguns dele, todos recebidos do próprio e sei que é de praxe ser livros em constante reformulação, Ele fica acrescentando novos trechos, fazendo o leitor viver uma aventura completamente diferente da outra e aprender sempre algo novo, mesmo lendo uma parte pequena.
Desde a capa o livro me chamou atenção. Mas demorei pra abri-lo.
A sinopse me dizia algumas coisas, mas não muito (ou quase nada, na verdade). Esse Autor não gosta de descrever muito nas sinopses. Pra ele, suas criações devem ser contempladas em essência e não de modo breve e sintético. E se alguma das suas inúmeras obras encantasse alguém, deveria esse tal debruçar-se sobre o livro e dedicar-se à leitura da melhor maneira possível. 
Não criei coragem para abri-lo de cara. Não tinha tempo pra novos livros no momento. Preferi não me envolver com novas histórias. Mas a verdade é que quis lê-lo desde a primeira vez que me deparei com ele, quando fomos apresentados. Tinha ouvido da existência desse livro, mas não muito e minha curiosidade não foi despertada. Contudo, desde o primeiro dia que o vi a beleza de sua capa, seu tamanho e principalmente sua leveza me chamaram atenção de modo inigualável.
Certo dia, ainda receosa, respirei fundo, tomei coragem e abri o livro.
Suas primeiras páginas não diziam muita coisa, mas me prendiam de um modo absurdo e inexplicável. Talvez pela minha imensa curiosidade. Ou porque ele realmente era altamente misterioso em cada palavra. Parecia sempre ter mais a ser dito, e dizia nas entrelinhas, porém eu não conseguia entendê-las por completo. Sinto que precisa de um contexto maior, precisava conhecer mais todas as palavras ali contidas. Às vezes até tinha a impressão de que o Autor havia sido prolixo demais e acabava me confundindo, fazendo-me desentender o que pensava já ter entendido há dois minutos.. e isso era tão estranho. Mas sabia que era assim no começo.
Eu sabia que aprenderia muito com aquele livro, e talvez por isso eu queira descobrir tudo dele assim: de uma vez só, e ao mesmo tempo tinha receio, pois ele seria um confronto profundo de ensinamentos. E confesso que às vezes o fato dele dizer pouco me desestimula. Mas eu tinha minha parcela de culpa, parcela bem grande, por sinal, pois não era assídua na leitura, talvez pouco interessada, mas com certeza bem medrosa. A Graça encontrada em cada parte daquele livro era, paradoxalmente, assustadora e acalentadora. Costumava folheá-lo sem ler.. queria, às vezes, por osmose, desvendar de seus mistérios, entender o que se esconde em suas inúmeras palavras e até silêncios nas páginas em branco e/ou grandes espaços entre os parágrafos. Mas eu não o lia. Aquele livro era diferente. Intrigante, absolutamente intrigante.
Um dia encontrei com o Autor do livro e perguntei se aquele em especial era realmente um presente pra mim. Pois livros eram meus presentes preferidos e ele, que me conhece e já havia me dado tantos, sabia disso. Entretanto aquele tinha surgido "do nada". E acrescentei que não precisava de mais um. Tinha mais tantos outros que costumava ler com assiduidade que aquele acréscimo era desnecessário. Ele olhou pra mim e sorriu, e disse apenas que eu não precisava ter pressa. As melhores partes dele se revelariam na hora certa, e Ele estava certo de que seria muito emocionante pra mim, leitora.
As palavras do Autor me convenceram. E comecei, quase que sem querer, sem saber o porquê, a ler de verdade e mais, passei a carregá-lo pra onde eu vou. Seja com a lembrança da maravilhosa sensação ao ler, ou apenas por esperar um novo ato de coragem pra continuar a lê-lo. E como ele é leve, absolutamente leve, não incomoda carregá-lo, pelo contrário. Outro dia, inclusive, me peguei a sorrir alegremente por saber que ele simplesmente existia.
E, na verdade, hoje acho que mesmo que um dia eu conheça todos os mistérios dele, que eu o leia inteiro, sempre haverá algo que me prende a esse livro, sempre vai haver um mistério a mais pra desvendar, principalmente quando o Autor acrescentar novos trechos.. assim, sempre terá algo misterioso pra me intrigar.
E pra descobrir os mistérios do livro só lendo!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Em gotas.

choveu..
as lentes ficaram embaçadas
tudo por dentro se mexeu
no dia em que a terra ficou nublada.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Promessa.

Parte do texto original do estudo do PG - 10.08.10


Mateus inicia seu livro com uma genealogia.
"(...) Frequentemente me pareceu estranho que Mateus iniciasse seu livro com uma genealogia. Sem dúvida não é bom jornalismo. Uma lista de quem gerou quem não conseguiria passar por muitos editores. Mas por outro lado, Mateus não era jornalista e o Espírito Santo não tentava captar nossa atenção. Estava destacando um ponto. Deus tinha prometido que proveria um Messias por meio da descendência de Abraão (Gênesis 12:3), e assim o fez. "Você tem dúvidas sobre o futuro?", pergunta Mateus. "Dê simplesmente uma olhada no passado". E com isso abre o cofre da linhagem de Jesus e começa a tirar os panos ao sol. Acredite, você e eu teríamos guardado algumas dessas histórias no guarda-roupa. A linhagem de Jesus não parece em nada com a lista do Instituto para aureolas e harpas. Parece mais com a lista dominical de ocupantes do cárcere do condado.
Inicia-se com Abraão, o pai da nação, que mais de uma vez mentiu como Pinóquio com a única finalidade de salvar seu pescoço (Gênesis 12:10-20).
Jacó, o neto de Abraão, era mais trapaceiro que um expert em baralhos de Las Vegas. Enganou seu irmão, mentiu para seu pai, foi logrado e depois trapaceou a seu tio (Gênesis 27:29).
Judá, o filho de Jacó, estava tão cegado pela testosterona que alugou os serviços de uma prostituta, sem saber que era sua nora! Quando soube de sua identidade, ameaçou queimá-la por prostituição (Gênesis 38).
Faz-se uma menção especial à mãe de Salomão, Bate-Seba (que tomava banho em lugares duvidosos) e do pai de Salomão, Davi, o qual observou o banho de Bate-Seba (2 Samuel 11:2-3).
Raabe era uma prostituta (Josué 2:1).
Rute, uma estrangeira (Rute 1:4).
Manassés forma parte da lista, e obrigou seus filhos a passar pelo fogo (2 Reis 21:6).
Seu filho Amom está na lista, ainda que tenha rejeitado a Deus (2 Reis 21:22).
Parece que quase a metade dos reis eram trapaceiros, outro tanto embusteiros e todos, exceto um punhado deles, adoravam um ídolo ou, como se isso fosse pouco, dois ídolos. E assim se compõe a lista dos não tão maravilhosos bisavôs de Jesus. Aparentemente o único laço comum entre este grupo era uma promessa. Uma promessa do céu de que Deus os usaria para enviar seu Filho. Por que Deus usou estas pessoas? Não era necessário que o fizesse. Poderia ter colocado simplesmente o Salvador diante de alguma porta. Teria sido mais simples dessa forma. E por que Deus nos relata suas histórias? Por que Deus nos dá um testamento completo de faltas e tropeços de seu povo? Simples. Sabia que você e eu vimos as notícias ontem à noite. Sabia que ficaríamos agitados. Sabia que nos preocuparíamos. E quer que saibamos que quando o mundo enlouquece, Ele permanece em calma. Você quer provas? Leia o último nome da lista. Apesar de todas as auréolas tortas e as cambalhotas de mau gosto de seu povo, o último nome da lista é o primeiro que foi prometido: Jesus.
Ponto. Não se enumeram mais nomes. Não são mais precisos. Como se Deus anunciasse a um mundo hesitante: "Vejam, eu o fiz. Assim como prometi que o faria. O plano teve êxito". A fome não pôde matá-lo de fome. Quatrocentos anos de escravidão egípcia não puderam oprimi-lo. As peregrinações pelo deserto não puderam perdê-lo. O cativeiro babilônico não pôde detê-lo. Os peregrinos com pés enlameados não puderam arruiná-lo. A promessa do Messias vai enfiando quarenta e duas gerações de pedras em bruto, até formar um colar digno do Rei que veio.Assim como prometeu. E a promessa continua de pé.

"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mateus 24:13, ACF).
"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16:33, ACF).
(...)
Deus cumpre sua promessa.
Observe você mesmo. No presépio. Ali está Ele.
Observe você mesmo. No túmulo. Ele não está lá."

(Max Lucado - Quando Deus Sussurra o Seu Nome)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Coloração.

pinta
tinta
limpa
mistura
com o pincel
a aquarela
que tinge a tela
de cor amarela
cheia de luz
como sorriso que traduz
o colorido do dia
trazendo alegria
em momento que inebria.

era reação
traduzida pela Mão
Cor e ação..


*não tente entender, só vivendo pra saber.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ao estranho conhecido.

ei, você!
que nas minhas ações resolveu se meter.
sou eu quem escolho o que fazer!

(...)

Ousado,
ficaste em pensamentos diários
se metendo em cada ato

tomaste o coração em pedaços
e corpo aos cacos.

encheste de sentimento profundo
aquele lugar vazio e imundo

cobriste de luz
os dias partidos
mas era luz demais para olhos inibidos..

cegueira!
cegueira!

escuro!

mundo:
mudo.

mas

paz

traz

refaz..

enquanto o coração se distrai,
o vazio se esvai..

pra que possa levantar a cabeça..
e constatar a asneira
de pensar que era cegueira

era o medo de arriscar
ter Tua luz por todo lugar
não mais nas próprias forças confiar
e tudo, verdadeiramente, enxergar

com o costume de não ver,
não sentir, não saber
insistia em não querer
[muito menos] se render,
doce estranho, aos desejos de Você
que, de uma hora pra outra, resolveu refazer
aquele velhos planos de viver

agora tudo que se sabe
é que pede pra que não se afaste
enlace. abrace!
quebre!

enfim
serás, sempre, tudo em mim.

"all I know is I was blind and now I see!"

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Simultâneo.

os bons e os maus [momentos].
o belo e o pavoroso.
o sonoro e o inaudível.
o prolixo e o indescritível.
o manifesto e o encoberto.
o presente e o saudoso.

um provocando o outro,
mas sendo sempre novo..
mesmo que antigo,
com outras cores vestido.
(in)tentando sempre mais
no inesperado que chega voraz.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Em todo tempo.

Braços abertos.
Mãos estendidas.
Ouvidos atentos.
Amor sem medida.

A certeza do cuidado.
Por ter-Te como Guia.


terça-feira, 13 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Preteritamente eterno.

O tempo acelerou.
Passou!



mas um tanto ficou
fez morada
em cada jornada
trazendo belos sorrisos
e lindas lembranças
de fortes abraços,
boas gargalhadas,
olhares tagarelas entre lábios mudos,
e aquela carta
escrita em papel reciclado
contendo letras com má caligrafia
com sentimentos aos bocados,
e palavras que causaram alegria.

E talvez,
nunca mais se vejam
e tudo só fique na memória
e nunca mais seja demonstrado
aquele carinho inexplicado


mas sempre estará marcado
na história guardado!
entre os dias inesquecíveis,
as pequenas coisas mais significativas
e os sentimentos mais profundos..

(...)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

...

"Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente."

(O curioso caso de Benjamin Button)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Observância.

Sempre que podia ia à praia para olhar o céu
Naquele dia, o pôr–do-sol tinha tons de amarelo-mel
os traços desiguais misturavam-se harmonicamente com o azul-lilás..
parecia tom sobre tom,
os anjos compunham o mais lindo som
anunciando terna paz.
Podia ouvi-los, vê-los, senti-los..
os olhos se fecharam como que por reflexo
sensações que inibiam o léxico
mexiam com todos os sentidos.
então, profundamente respirava
o ar em seus pulmões docemente penetrava..

(...)

O sorriso de um pequeno se misturava ao cenário
seus movimentos rápidos desviavam cada obstáculo.
ao correr e pular chegava a um quase voar..
e às vezes indiciava cair,
as pernas subitamente dobravam, pareciam fraquejar
e o corpo sinalizava não saber para onde ir
mas com toda malemolência infantil permanecia de pé
com braços levantados,
olhos bem fixados
e toda alegria de se ver..

(...)


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sentido Lato.

Começa em algum lugar e termina não sei onde. Nos pega pela mão e nos leva pra longe. Mais do que os olhos podem ver, ou conseguiriam disfarçar. Faz parte!
Às vezes é até fácil dizer o que é. Talvez um pouco mais difícil seja ter plena noção do que realmente se trata. Palavras jogadas ao vento não funcionam. Tudo precisa ser claro e bem determinado. As coisas não podem perder o sentido. Não mais.
Depois que se prova de idas e vindas, destruições e recomeços; se vê que o que há pode ou não ser suficientemente verdadeiro pra que seja incondicional. E por mais que incondicional seja uma palavra forte, é exatamente ela a mais correta pra ser usada nesse momento. Talvez isso possa ser confundido com a ausência de erros, mas não é bem isso que ela quer dizer. Ela apenas quer dizer que independente de qualquer coisa não vai mudar. Independente do direcionamento da ação, existirá. E isso é forte. Isso não existe em qualquer lugar. Não se conquista e muito menos se sabe do dia pra noite. É preciso tempo.
É do tipo de coisa que envolve mais que um momento, e depois que se desfruta só faz você se dar conta que apenas um Ser perfeito é capaz criar e sustentar algo do gênero. Silencio-me diante da grandiosidade disso. Olhar para os lados e ver que há veracidade nos mínimos detalhes.
E o que não é, nesse caso, é porque nunca foi. No entanto o que é, há pra vida inteira; não importa os “onde”, “como” e “porquês”. E mesmo que por algum motivo, obscuro ou não, haja uma grande decepção tudo permanece intacto. O que há subsiste de forma inexplicável, quase que por mágica. Por quê? Talvez por ter sido autêntico desde os primeiros minutos. [E provavelmente por não ter sido planejado pelos envolvidos.]
As coisinhas bonitinhas não resistem ao tempo, distância e muito menos a rompimentos e decepções. Cada dia isso fica mais claro. Quando há impossibilidades e/ou dificuldades se desfazem os - ditos – nós, desatam-se e nada mais é como antes. Ficam o passado, as lembranças e nenhum vestígio de futuro. Mas quando o que de fato há é mais que o bonitinho e todas as suas flores, há permanência. Mesmo em meio a outonos, aqueles dos galhos secos; e invernos, aqueles frios e silenciosos. As primaveras são mais verdadeiras e coloridas e os verões muito mais quentes e aconchegantes. Vêem-se cores vivas no amarelado, e calor nos tempos frios. E isso não acontece em qualquer lugar. Definitivamente! Muito menos em lugares onde as estações não são muito bem definidas, e os tempos de chuva podem chegar em pleno verão.

O sorriso se instala permanentemente por certificar representantes. Os eternos. Incondicionais. [Sim, isso mesmo e toda a força dessa nomenclatura] Cada qual da sua forma. Imperfeitos! Mas os presentes mais dadivosos que existem, e que foram fornecidos para abençoar. Provas de que é real. E assim será. Absolutamente.


*Baseado em vivências específicas, mas com dedicação ampla.

sábado, 29 de maio de 2010

Anterior.

(25.05.10)
Ontem choveu.
Deus mandou chuva.
Hoje renasceu,
A esperança do fim da visão turva.

Não que tudo tenha visto.
Muito menos que hoje saiba.
Mas pelo Teu amor persisto,
Tua vontade em mim se encaixa!

Ontem eu chorei.
Não segurei a lágrima.
Ao sentir o Teu chamar,
Pra cumprir Tua palavra.

Ontem eu briguei,
E nada foi do meu jeito.
Mas enfim aceitei: Teus feitos,
Teus valores, Teus desejos.

Ontem eu calei!
E só assim pude ouvir.
Cada palavra
Que querias proferir.

Ontem eu não duvidei:
Da Tua presença.
Do Teu controle.
Da Tua mão.

Ontem eu esperei.
E senti Tua provisão...
Teu amor a me cobrir.
Envolveste-me em Tua mão.

Hoje eu percebi,
Que nada mais preciso além de Ti.
E assim permaneço..
Mesmo quando nada vejo.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

So good.

"You know that feeling where everythig feels right!? Where you don't have to worry about tomorrow or yesterday, where you feel safe and know you're doing the best you can!? There's a word for that feeling. It's called love. L-O-V-E."

(Akeelah in "Akeelah and the Bee")

quarta-feira, 19 de maio de 2010

É célere mas permanece.

De uma hora pra outra nada é mais o mesmo.
Conceitos, preceitos e até pré-conceitos diferentes.
Maturidade exigida.
A menininha sobrevive. Faz caretas. Sorri. Vive!
Chora pelas mesmas besteiras e mantém a doce mania de levar as coisas na brincadeira.

Responsabilidade sob medida.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

FATO!

"E o que pode parecer desventuras em série pode ser o primeiro passo para uma grande jornada!"

(Desventuras em série - Lemony Snicket/ Daniel Handler)

domingo, 9 de maio de 2010

C'est ça!

"L'urgence est déjà faite. Nous sommes en train de faire le possible.. Pour les miracles on demande 24 heures"

(auteur inconnu)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Melodiando..


Canto coisas simples, que alguém me contou
Canto a beleza que o olhar notou
Canto o que eu não via e o que pra mim se revelou
Canto a alegria, sei pra onde vou.

Canto a esperança que não morre,
A paz que sinto no meu coração.

(Canto - Crombie)




música na cabeça.
sorriso no rosto.
paz no coração!


foto (locação): Genipabu. RN - Brasil.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Utilidade intima


utilidade
(latim utilitas, -atis)
s. f.
1. Qualidade de útil.
2. Préstimo; vantagem; serventia.
3. Pessoa ou objeto! útil.

útil
(latim
utilis, -e)

adj. 2 gén.
1. Que é necessário; que tem préstimo ou utilidade; proveitoso; vantajoso.


_____

Aquilo que não é útil a gente descarta, certo? Acho que muitos diriam que sim quanto a objetos, eu mesmo costumo fazer isso. De vez em quando (pra não dizer de vez em nunca) eu arrumo minhas coisas, faço aquele tipo de faxina que a gente só faz duas vezes no ano e, no meu caso, quando faz. Mas eu hoje me pergunto em relação às pessoas. Quando elas “não são mais úteis” a gente descarta? É! Muitas vezes isso acontece. E sem drama, já vi isso acontecer na minha vida; por motivos justificáveis ou não, aconteceu. E algumas vezes a própria vida se encarrega de mudar os caminhos e fazer com que essa e aquela pessoa não se encontrem mais e assim não possam mais ser úteis uma pra outra.

Não podem mais ser úteis? Na minha terra isso não existe! Quero dizer, até existe, mas não com aqueles aos quais dedico meu amor e real cuidado e também desejo ser útil. Sempre lembro da minha irmã nessas horas. Vivemos distantes, e sempre foi assim, mas a gente se ama tanto a gente é tão importante uma pra outra e isso é tão real, que os quilômetros só são realmente dolorosos quando precisamos de abraços e colo (e até, no nosso caso, de beliscões), de resto eu confesso que a sensação é que ela é minha vizinha.

Hoje alguém me fez atinar pra uma coisa: marcas! As marcas que a gente deixa. As marcas que deixam em nós. E é exatamente isso que acontece com as pessoas que amamos e nos amam. E isso é tão mágico!

As pessoas REALMENTE deixam um pedacinho delas em nós mesmo que não tenham feito algo de notável para o mundo, porém é notável para nós, que recebemos aquela atitude. [E nesse ponto eu ADORO a relatividade, ela faz todo sentido.]

Eu sempre gostei de pessoas que fazem o bem “sem olhar a quem”. Só pelo prazer de fazer o bem, sabe? que vão lá, dão a cara a tapa e procuram de algum jeito ajudar. Mesmo sabendo que talvez aquele alguém a quem se destina a atitude nem note, ou nem saiba quem fez, mas está feito!

E ainda melhor, na minha opinião, é quando as pessoas nos permitem entrar nas suas vidas e nos concedem a alegria de desfrutar de uma amizade. E engraçado que isso acontece nos momentos e lugares mais inesperados. E faz um bem!

Hoje eu sorri por ler lindas palavras. E talvez a autora nem saiba o bem que me fez. Talvez seja muito maior do que eu tenha feito pra ela.

É! Faz um bem gigantesco abraçar e sorrir por nada.

Podemos ser úteis e nem saber. Podemos ser úteis até pra nós mesmos!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Noite no jardim

Um frio varreu a noite,

Apertou-me o coração.

Fui tomada pela emoção.

Foi o frio? As sementes?

A terra? As flores?

Lembranças? Em todas as cores!


Uma lágrima circulava no meu olho.

Por quem? Eu sabia.

Por quê? Não entendia.

Mas a lágrima não caiu.


Entretanto, a emoção não parava.

Fazia-me lembrar...

Como humana, não sei o que senti.

Como poetisa, tudo compreendi.

Aquela emoção chamava-se saudade.


Não sei se pelo frio que rasgava a noite,

Pelas flores que não estavam sendo apreciadas,

Ou por aquelas que ainda nem eram crescidas

Mas que outrora foram, com carinho, plantadas.


As lembranças que tive:

Dos amigos que o tempo distanciou,

E dos que as circunstancias aproximaram.

Dos amores que eu não aproveitei,

E dos que permanecem por dádiva.

De uma semente replantada,

De um amor sendo reinventado.


E a lágrima.. Por que ela não caiu?

Pela minha falta de coragem!

Porque naquela lágrima residiam verdades!

Verdades que eu não aceitaria,

Verdades que não queria.

E assim ficava..

As verdades? Eu só pensava, eu só sentia.


(30.03.09)